6 de julho de 2010

Era Uma Vez No México

- Que queres da vida?
- Liberdade.
- É simples.
- Não.

3 de julho de 2010

Aquela rapariga

Eu adoro aquela miúda. Não sei porquê, mas há qualquer coisa nela que não me deixa esquecê-la apesar de ter mudado tanto desde que a conheci.

Conhecemo-nos desde o 7º ano e ela, nessa altura, passava a vida a cantar e a dançar e arranjava-se toda antes de sair de casa.

Passou por uma fase crítica em que se envolveu com um rapaz que tinha namorada, teve outro que fumava muuito e foi com ele que a Inês começou a fumar (não só tabaco). Quando acabaram ela ficou péssima e deixou de se preocupar consigo, começou a desleixar-se relativamente à imagem e nós, as amigas dela, estávamos lá para a apoiar. Mas a M. deixou de se importar e afastou-se de nós. Eu, por alguma razão (talvez porque aí toda a gente ficou contra ela e falavam dela pelas costas sobre o facto de fumar), não consegui afastar-me.

Agora ela já ultrapassou isso há muito tempo, mas continua a fumar. Voltou a cantar, mas não da mesma forma (as músicas dantes eram alegres, agora… não sei), passa a vida fora de casa, na rua ou em casa de amigos a fumar e beber.

Tem muito talento, anda numa escola de artes.

Nós continuamos a encontrar-nos porque prometemos que nunca nos deixaríamos de falar, no matter what happens.

A P. acha que ela mudou mesmo muito, porque já não a via há 1 ano (acho eu). Mas para mim, ela vai ser sempre aquela rapariga que eu conheci no início.

Quando me vê abraça-me como se não houvesse amanhã e dá-me um beijo que quase me esborracha a cara ; D


2 de julho de 2010

Da solidão

Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, “leves”, disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo aos pés, não aguentam nem um dia de solidão.

No Teu Deserto
Miguel Sousa Tavares

30 de junho de 2010

Filmes

Ontem à noite estive a ver, na RTP1, o filme A Casa da Lagoa. Gostei muito, gostei mesmo muito.


E acabei de ver agora no Hollywood A História de Babe Ruth, que muitos dizem ter sido o melhor jogador de basebol de todos os tempos. O filme está muito bem feito. Está de acordo com a história de vida dele, mas nunca dá realmente uma má imagem dele, apesar dos problemas com a bebida e etc.

Ai, se não fosses tu, Eduardo!

É que não há nada a dizer.
O jogo de ontem... Enfim...

Só tenho pena do Eduardo, coitadito!! Ele até chorou no fim do jogo. O que aquele rapaz se esforçou, mas pelos vistos os outros não se importaram.
A sério que gosto mesmo dele como guarda-redes.


(A TV Globo diz que o Villa estava fora de jogo quando marcou o golo. Podem ver aqui: http://www.miragens.abola.pt/videosdetalhe.aspx?id=9422)

29 de junho de 2010

Fruta de Verão!!





Cerejas
Morangos
Melancia
Pêssegos
Uvas

27 de junho de 2010

Poupar palavras...

"Ficam calados porque já não têm mais nada para dizer." E fiquei a pensar no que me tinhas dito antes, sobre os sahraoui: "Como não têm nada, absolutamente nada, poupam tudo. Poupam a água, a comida, poupam as energias viajando de noite para evitar o calor. Até poupam nas palavras."
- Mas tu não poupas nas palavras: tu escreves. [...]
- Escrever não é falar.
- Não? Qual é a diferença?
- É exactamente o oposto. Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.

No Teu Deserto
Miguel Sousa Tavares