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12 de julho de 2011

Numa coisa, porém, a escola falhara: não lhe tinha ensinado que tudo quanto se relacionava com a existência humana se tornava mais embrulhado e complicado à medida que uma pessoa se tornava adulta.
Pág. 85
Um Pequeno Inconveniente de Mark Haddon

6 de maio de 2011

Tanto quanto sabemos, somos a única espécie no planeta a quem foi dado o dom – ou a maldição – de ter consciência da sua mortalidade. 
pág. 176
Comer, Orar, Amar de Elizabeth Gilbert 

23 de abril de 2011

Não podia deixar passar em vão

Hoje é o Dia Mundial do Livro.
E como eu sou uma pessoa que adora ler, não podia deixar de referir isto aqui.

Desde pequena que gosto de ler. O primeiro livro que me lembro de ter lido - daqueles que não têm imagens - foi o Colégio das Quatro Torres - Um Salvamento Heróico, da grande escritora infantil Enid Blyton. Depois desse seguiu-se o resto da colecção intercalada com a d'Os Cinco, as quais ainda guardo carinhosamente na estante do meu quarto.
Fui crescendo e as minhas leituras também. Passei para livros um bocadinho maiores e cuja escrita já não era tão infantil. O Clube das Amigas e a colecção Profissão: Adolescente acompanharam-me na passagem da infância para a adolescência assim como muitos outros livros.
Mais tarde apaixonei-me por novos livros e autores. Nicholas Sparks, Jodi Picoult, Daniel Sampaio, Miguel Sousa Tavares... E, claro!, a minha grande paixão: os livros (e filmes) do Harry Potter.
Mas se me pedissem para escolher um livro preferido... Não tenho um, tenho vários. E gosto de todos com particular amor.
No entanto, quando entro numa biblioteca sinto um misto de êxtase e nostalgia, pois sei que por mais que tente nunca conseguirei ler todos os livros que quero, mas adoro olhar para eles e ler aqueles resumos na contracapa que me deixam a sonhar.
Afinal de contas, os livros transportam-nos para outro mundo e fazem-nos sonhar.


22 de abril de 2011

Diário de Anne Frank

Enquanto puderes olhar sem medo para o céu, saberás que és puro de coração e encontrarás novamente a felicidade.

27 de fevereiro de 2011

O mundo não mudou muito afinal

DOMINGO, 11 DE JULHO DE 1943


[...]
Mas compreendo que um pouco de hipocrisia me leva muito mais longe do que o meu velho método de dizer exactamente o que penso.

Diário de Anne Frank

5 de fevereiro de 2011

Livros para ler

E quase nenhum tempo livre.


O Anjo Branco - José Rodrigues dos Santos
Comer, Orar, Amar - Elizabeth Gilbert
A Casa dos Espíritos - Isabel Allende
O Padrinho - Mario Puzo


E ainda nem vou a meio do Diário de Anne Frank

7 de dezembro de 2010

A vida é um bem supremo: porque o encanto dela reside no seu princípio mesmo, e não na abundância das suas manifestações!


O Mandarim de Eça de Queirós

27 de novembro de 2010

Eu e o Facebook #3

A rejeição é uma merda fodida para toda a gente, também já fui rejeitado mas não morri. Ninguém morre. Um gajo vai ao tapete e depois levanta-se. Quando não se consegue levantar sozinho, pede ajuda.
Pessoas Como Nós
Margarida Rebelo Pinto

8 de novembro de 2010

Adoro aquelas noites em que fico a ler até às 3 ou 4h da manhã.
Já tinha saudades. Esta é a semana de pôr os meus hobbies em ordem, porque não tenho testes ; D


E ontem vi os MTV EMA. Até foi giro. Finalmente deu a uma hora decente.

7 de novembro de 2010

Tenho, do passado, somente saudades de pessoas idas, a quem amei; mas não é a saudade do tempo em que as amei, mas a saudade delas; queria-as vivas hoje, e com a idade que hoje tivessem.

Mala de Senhora e Outras Histórias
Clara Ferreira Alves

31 de outubro de 2010

Do Facebook

"Ambos temos espíritos que conseguem mover montanhas"

O meu filho Nick - Um raio de luz
Danielle Steel

18 de outubro de 2010

Sofrer é aturar o mundo quando ele está mal disposto. Não é compreensão, inteligência, sabedoria. É doença.
[...]
Sorrir é mandar os cantos dos lábios para o curso das lágrimas descendentes. A boca é uma barragem. O coração é uma coisa simples.

As minhas aventuras na República Portuguesa
Miguel Esteves Cardoso


9 de outubro de 2010

"Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que virou miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejas ouvir. Mas não fiques quieta à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela."

30 de setembro de 2010

Isto não é só de agora. Já vem de há muito anos.

"Todo o mundo concorda que o país é uma choldra. E resulta portanto este facto supracómico: um país governado com imenso talento, que é de todos na Europa, segundo o consenso unânime, o mais estupidamente governado! Eu proponho isto, a ver: que, como os talentos sempre falham, se experimentem uma vez os imbecis!"

Os Maias de Eça de Queirós

Pois eu concordo plenamente com o Ega, tirando a parte em que o país é  governado com imenso talento, acho que já ninguém acredita nisso.

20 de setembro de 2010

Que triste é o desengano do aspirante a malandro quando aprende que não enganou ninguém.

As minhas aventuras na República Portuguesa - Miguel Esteves Cardoso

8 de setembro de 2010

O português e as belas frases

O português nunca pode ser homem de ideias, por causa da paixão da forma. A sua mania é fazer belas frases, ver-lhes o brilho, sentir-lhes a música. Se for necessário falsear a ideia, deixá-la incompleta, exagerá-la, para a frase ganhar em beleza, o desgraçado não hesita… Vá-se pela água abaixo o pensamento, mas salve-se a bela frase.

Os Maias de Eça de Queirós

2 de julho de 2010

Da solidão

Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, “leves”, disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo aos pés, não aguentam nem um dia de solidão.

No Teu Deserto
Miguel Sousa Tavares

27 de junho de 2010

Poupar palavras...

"Ficam calados porque já não têm mais nada para dizer." E fiquei a pensar no que me tinhas dito antes, sobre os sahraoui: "Como não têm nada, absolutamente nada, poupam tudo. Poupam a água, a comida, poupam as energias viajando de noite para evitar o calor. Até poupam nas palavras."
- Mas tu não poupas nas palavras: tu escreves. [...]
- Escrever não é falar.
- Não? Qual é a diferença?
- É exactamente o oposto. Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.

No Teu Deserto
Miguel Sousa Tavares

23 de junho de 2010

Tus fotografias...

Quando guardam para sempre um instante que nunca se repetirá, as fotografias não mentem - esse instante existiu mesmo. Porém, a mentira consiste em pensar que esse instante é eterno, que dois amantes felizes e abraçados numa fotografia ficaram para sempre felizes e abraçados. É por isso que não gosto de olhar para fotografias antigas: se alguma coisa elas reflectem, não é a felicidade, mas sim a traição - quando mais não seja, a traição do tempo, a traição daquele mesmo instante em que ali ficámos aprisionados no tempo. Suspensos e felizes, como se a felicidade se pudesse suspender carregando no botão "pausa" no filme da vida.

A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio.

No Teu Deserto
Miguel Sousa Tavares